Você já deve ter ouvido falar na sigla FIDC. O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios -- ou FIDC --, é um dos ativos que vem chamando a atenção dos investidores, principalmente com a renda fixa voltando a ganhar protagonismo no mercado por conta da elevação da taxa de juros.
Regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em dezembro de 2001, o FIDC é considerado um veículo de securitização de recebíveis caracterizado pela aquisição de direitos creditórios. O fundo investe ao menos 50% de seu patrimônio em títulos de créditos de contas a receber de alguma empresa.
“A dinâmica do FIDC segue o seguinte fluxo: muitas empresas oferecem produtos e serviços a um prazo mais estendido, porém, necessitam manter o caixa até receber o pagamento por meio de cheques, parcelas de cartão de crédito ou aluguéis. Para contar antes com o dinheiro, a companhia negocia esses direitos a receber -- ou direitos creditórios -- que são adquiridos por investidores. Quando o pagamento da dívida é realizado, o dinheiro não vai para empresa, mas sim para os investidores."
Recentemente, o mercado de FIDCs rompeu a barreira dos 1.000 fundos em operação, totalizando 1.054. Apenas no ano de 2021, foram feitos quase 14 mil negócios desse tipo, somando um montante total de R$ 16,9 bilhões. Além disso, fechou o período com um estoque total de R$ 173,7 bilhões -- em 2016, esse valor era de R$ 65,9 bilhões, crescimento superior a 266%. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o volume de ofertas públicas desses fundos atingiu o maior patamar dos últimos seis anos, com 42,6 bilhões de reais emitidos até setembro de 2022, montante 26% maior do que o registrado no mesmo período de 2020.
A evolução do mercado de FIDCs enquanto instituição financeira, auxiliando seus parceiros na estruturação do fundo, na construção da política de crédito e cobrança, além do desenvolvimento tecnológico. A força dos FIDCs não somente trará mais lucros para os investidores no atual momento econômico do país, mas também como uma importante mola propulsora da transformação do mercado de crédito no Brasil.
